Nesta postagem, o Museu de Antigas Máquinas Manuais de Costurar (MAMC), apresenta algumas presenças em seu acervo secundário, brindado por ilustres peças não menos importantes. Assim, seu rico acervo é também povoado por antigas balanças, candeeiros, relógios de parede, moedores de grãos, maquininhas de calcular,… E, justamente esta, ilustra o motivo da presente publicação.
Os historiadores relatam que o homem, na origem da relação lógica do cálculo, utilizava como ferramental os próprios dedos. Depois passou a expressar sinais rupestres, seriados e em baixo relevo.
Lá pelo 4º milênio antes de Cristo, os fenícios inventaram a impressão de algarismos em placa de argila fresca, com a finalidade de facilitar “as contas”. Denominaram o sistema de ÁBACO.
Os historiadores relatam que o homem, na origem da relação lógica do cálculo, utilizava como ferramental os próprios dedos. Depois passou a expressar sinais rupestres, seriados e em baixo relevo.
Lá pelo 4º milênio antes de Cristo, os fenícios inventaram a impressão de algarismos em placa de argila fresca, com a finalidade de facilitar “as contas”. Denominaram o sistema de ÁBACO.
Depois, um tabuleiro coberto por areia, similar ao utilizado para escrever, era utilizado para cálculos aritméticos e demonstrativos.
Com o tempo foi aperfeiçoado e, dois séculos antes de Jesus, já era constituído por pedrinhas deslizantes em varetas paralelas, estruturado por um quadro de madeira.
O grande progresso da máquina de calcular ocorreu em 1642, quando o adolescente francês Blaise Pascal, com apenas 18 anos, desenvolveu a “Pascalina”. O sistema possuía um conjunto de engrenagens interligadas, onde cada módulo era decimal em relação ao esquerdo. Foi a precursora dos processos lógicos atuais.
A perfeição da máquina permitiu seu acervamento no Conservatoire des Arts et Metiers, em Paris e, quase quatro séculos depois, ainda funciona.
Passados 30 anos, em 1673, o alemão Gottfried Leibnitz, aperfeiçoou a “Pascalina”, inventando uma máquina que efetuava multiplicação e divisão, em processo de adição (ou subtração) de parcelas.
E, na data da independência do Brasil (1822), na Inglaterra, o cientista Charles Babbage desenvolveu um sistema mecânico que permitia atá cálculos com funções trigonométricas e logarítmicas.
Na metade do século XX, diversas indústrias já produziam calculadoras, com emaranhado sistema mecânico.
Calculadora Multo, sueca, fabricada entre 1936 e 1954.
Esta calculadora Multo, modelo 3, fabricada na Suécia (1936 a 1954) foi uma gentilíssima doação ao nosso museu, pelos queridos amigos Ruy/Marlene e foi utilizada por eles durante décadas, em sua empresa.
O sistema de funcionamento é mecânico, por acionamento manual e, justamente por este motivo, exige um bom grau de compenetração e de entendimento. Ela processa as quatro operações de maneira lógica, quais sejam:
A SOMA, é cumulativa e cada algarismo é registrado mecanicamente por um cursor móvel. As parcelas numéricas então são acrescentadas por acionamento de manivela no sentido horário.
A SUBTRAÇÃO é análoga à soma, porém invertida, abatendo cada parcela da anterior, girando a manivela no sentido inverso.
A MULTIPLICAÇÃO é mais complexa e baseia-se em seu princípio elementar, realizada por sucessivas adições de parcelas. O cursor inferior é móvel, permitindo acessar cada respectiva casa decimal. Assim ao multiplicar números com vários algarismos, acessa-se os decimais em sequência, assim como antigamente se executava à mão. À esquerda do cursor móvel há indicação do número de vezes que a parcela foi adicionada.
A DIVISÂO é ainda mais extravagante, para nós, escravos das eletrônicas. Alicerçada no procedimento elementar do cálculo realizado à mão, é efetivada ao contrário da multiplicação. Assemelha-se ao procedimento que fazíamos com lápis no caderno de aritmética. A máquina possui um providencial “sininho” que soa quando alguma parcela deduzida excede o valor de seu decimal correspondente.
Certamente, esta informação verbal é de difícil interpretação, principalmente para quem não mais executa multiplicações e divisões realizadas à mão.
Não necessitou de restauro, após ligeira limpeza e lubrificação, recebeu pés emborrachados (gentileza do “www.museudoradio.com) e teve sua capa protetora recosturada (delicadamente executada pela rainha San).
Então, devidamente protegida, aposentada após o digno trabalho de décadas, mantida presente como digna página na história da evolução técnica mecânica.
Pensamento do dia: “Evitarei, com todas as minhas forças, duas calamidades:
a pressa e a indecisão.” (9º Mandamento da Serenidade)
Prof. Darlou D’Arisbo
11 de fevereiro de 2015