Como já citado na Publicação 24, estes brinquedos infantis, excediam sua finalidade meramente lúdica, pois que incentivavam as meninas crianças a expandir a imaginação, aprimorando o prazer de construir obras tangíveis e úteis, assim como roupinhas para as bonecas, outras realizações úteis e preparando sua destreza e concentração para atividades de quando adultas.
Infelizmente, na atualidade, tais atributos cederam lugar para entretenimentos virtuais, comprometendo até atividades inerentes ao desenvolvimento natural das habilidades motoras e cognitivas.
O motivo desta postagem – restauro de uma Crystal - cujo outra similar encontra-se no Imca Museum (Neverland), justifica-se pela raridade desta, preservada por meio século ainda com a embalagem, pois foi fabricada na década de 1960, conforme registro daquela instituição.

Ficha da máquininha no Inca Museum
Esta maquininha, foi adquirida através de site de vendas. Mas como é comum ocorrer, as imagens apresentadas não condizem com a realidade, embora o vendedor tenha afirmado que “não sabia se funcionava”, revelando seu bom limite de confiabilidade.
E, considerando tratar-se de uma raridade que ainda mantinha sua embalagem aparentemente completa, resolvi adquirir.
Dias após, recebi e iniciei a desmontagem, observando que a parte mecânica estava completa, porém com engrenagens oxidadas. O sistema elétrico inoperante e inutilizado. O motorzinho foi desmontado, tendo polimento no coletor e limpeza geral.
Todos os fios foram substituídos e instalado novo interruptor na base da máquina. Foi implantado uma tomada (plug fêmea) para ligação em fonte 3V, substituindo as pilhas e seu suporte, irrecuperável e comprometido pelo vazamento delas.

Interruptor e tomada para fonte 3V
O arcabouço da máquina possui a parte inferior metálica em cor salmão e a superior plástica beje. O conjunto dispõe de um anexo acoplável, prolongamento da base, para ampliar e facilitar os trabalhos. Todo este conjunto apresentava-se em perfeito estado, necessitando apenas limpeza e polimento.
Como as demais maquininhas infantis, esta costurava com ponto em cadeia (um só fio), onde cada lance “fisgava” o anterior, produzindo a sequência.
Dispõe também de regulador de tensão, alavanca que estica a linha a cada ponto, que foram polidos e reinstalados.
A embalagem original, em papel ondulado entre duas lâminas lisas estava profusamente comprometida em suas paredes, com várias dobras e rasgos supostamente sujeita a umidade por muitos anos. Foi recomposta com partes de papel Kraft e adesivo vinílico.
Após montagem, regulagem e retoques finais, foi instalado carretel (executado com duas arruelas e canudo metálico) e preenchido com linha em cor harmonizando com o conjunto. Comprovado o seu sonoro e característico funcionamento, foi incorporada ao nosso museu.
Prof. Darlou D'Arisbo


































